sábado, 25 de outubro de 2008

O Baile de máscaras


Desejo hoje estar só, por não ter conhecido ainda a pessoa que navegará em minhas águas e não ter conhecido o mar limpido que eu possa navegar... As vezes me sinto só... Gostaria de compartilhar com alguém amado também, minha existência...

Agradeço aos amigos reais e virtuais com os quais divido um pouco de mim. E agradeço pelo carinho de todos que postam aqui.


Olho para o seu espelho da alma,
E somente vejo o cor turva,
Por trás do convite ao convívio,
Se esconde a criança perturbada.

Muito mais fácil ao coração,
Muito mais fácil à emoção,
Se a sua alma fosse cristalina,
Até mesmo feminina.

Cheia de cuidados,
Cheia de afetos,
Cheia de amor.

Mas Ele se esconde na penumbra,
Tem medo da emoção,
Teme perder a razão.

Seria muito mais fácil ler o livro,
Se não se escondesse nas máscaras.
Seria mais mais fácil se deixasse se decifrar,
Sendo assim deixaria o amor aumentar.

Me recuso a turvar minha alma,
Somente para dançar a música,
Para aproveitar o momento,
Que camufla as imperfeições,
Mas não promove alicerces.

Momentos de devaneio,
Momentos de luxúria são viciantes,
Levam ao êxtase,
Exalam orgasmos e prazeres,
Mas ao final da noite restou o aprendizado, mas não você.

Desejo ser lida de verdade,
Sem usar as máscaras,
E só encontrarei o meu leitor,
Quando este puder ser claro,
Como as águas de um rio.
Onde eu possa navegar sem ter medo,
Das ondas, das correntezas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito linda. Profunda. vera Antunes