sábado, 25 de outubro de 2008

Vivências


Gostaria de entender porque muitas vezes procuramos sofrer com coisas óbvias. Até eu...


Sabemos que o relacionamento acabou, que o que tínhamos não volta mais. O outro não aceita o fim e tenta desesperadamente se redimir. Você sabe que a conversa não levará a nada. Mas o que você faz? Atende ao telefone e se estressa e se aborrece, e chora.


Seus amigos, sua família dizem para não ligar para determinada pessoa porque esta não quer nada com você, ou não tem coragem de assumir. Mas o que você faz? Liga e constata que realmente a pessoa não te quer, só alimenta suas expectativas para ter o Ego dela massageado. Ou ainda, a pessoa gosta de você, porém não o suficiente para demostrar totalmente seus sentimentos.


Não entendo o medo que algumas pessoas têm de arriscar. É difícil lidar com o desconhecido? Realmente é difícil. Expor seus sentimentos a decepções, não é fácil. Entretanto, penso que demonstrar o que você realmente é não faz o outro se apaixonar pelo personagem e sim por você. Se não virou um namoro, pode virar amizade. E vida que segue.


" Carpe Diem" = Aproveite o dia!!!


" Não penso mais no futuro,
É tudo imprevisível,
Posso morrer de vergonha,
Mas ainda estou vivo."
( Perplexo - Paralamas do sucesso)

O Baile de máscaras


Desejo hoje estar só, por não ter conhecido ainda a pessoa que navegará em minhas águas e não ter conhecido o mar limpido que eu possa navegar... As vezes me sinto só... Gostaria de compartilhar com alguém amado também, minha existência...

Agradeço aos amigos reais e virtuais com os quais divido um pouco de mim. E agradeço pelo carinho de todos que postam aqui.


Olho para o seu espelho da alma,
E somente vejo o cor turva,
Por trás do convite ao convívio,
Se esconde a criança perturbada.

Muito mais fácil ao coração,
Muito mais fácil à emoção,
Se a sua alma fosse cristalina,
Até mesmo feminina.

Cheia de cuidados,
Cheia de afetos,
Cheia de amor.

Mas Ele se esconde na penumbra,
Tem medo da emoção,
Teme perder a razão.

Seria muito mais fácil ler o livro,
Se não se escondesse nas máscaras.
Seria mais mais fácil se deixasse se decifrar,
Sendo assim deixaria o amor aumentar.

Me recuso a turvar minha alma,
Somente para dançar a música,
Para aproveitar o momento,
Que camufla as imperfeições,
Mas não promove alicerces.

Momentos de devaneio,
Momentos de luxúria são viciantes,
Levam ao êxtase,
Exalam orgasmos e prazeres,
Mas ao final da noite restou o aprendizado, mas não você.

Desejo ser lida de verdade,
Sem usar as máscaras,
E só encontrarei o meu leitor,
Quando este puder ser claro,
Como as águas de um rio.
Onde eu possa navegar sem ter medo,
Das ondas, das correntezas.

domingo, 12 de outubro de 2008

Abrindo o lacre



Sinto o cheiro do velho,
Sentimentos escondidos a chave,
Revirei o que resolvi esquecer.

Deixei a luz entrar,
Senti medo de estar viva,
Senti o cheiro da chuva.

Quis o vento no rosto,
Atingi as estrelas,
Mesmo andando no penhasco,
Sem medo de qualquer fiasco.

Foi bom abrir o baú
Deixar o corpo nú,
Agora a lua brilha.

O vento sopra,
Não há mais poeira,
De um coração cansado,
De tentar ser amado,
E não enxergar o fim.

Oh Pai!!!


Pai!
Me dê forças para entender,
Compreender, amar
Mesmo aqueles que só pensam em matar,
Odiar, invejar.

Pai!
Me dê a benção de sempre,
Sorrir como criança que ganha
Um brinquedo.
Me ensina a enfrentar a vida,
Que eu escolha o certo ao duvidoso.

Pai!
Faz de mim o vento que sopra
do sul ao norte.
Que as palavras da poeta
deixem as lagartas explodirem em borboletas.

Pai!
Que o medo da solidão,
seja passageiro como a demora
do abrir e fechar dos olhos.

Pai!
Faça de mim um veículo
da sua sabedoria e paixão.
E mostre que o amor
sem água perde o viço.
Os corpos se encontram sempre,
mas as almas apenas uma vez.

Pai!
Faça com que eu comtemple
A vida a cada amanhecer.
E que consiga viver cada
dia como se fosse o último.

Que nasça menina
e morra mulher.
Porém com o espírito de criança,
onde nunca morre o brilho no olhar
e a coragem de se doar.