sábado, 13 de setembro de 2008

O fundo do armário

É tão ruim dentro da alma sentir a vontade querer ter e não poder. Sentir os gritos da falta de colo. Me sinto perdida como a uma criança que sente frio. Gostaria do calor do sol, do cantar dos pássaros. Mas agora, estou me sentindo no escuro. Estou com medo...

Pudesse eu andar pelas ruas e não me preocupar com o amanhã, curtir os momentos da vida de uma maneira vã. Realizar meus desejos e lampejos, fantasias, dar gargalhadas invejáveis, vestir a roupa mais indecente. Ser irresponsável...Mas não sou assim... Os princípios me trazem a lucidez, junto com meu amor próprio.

Me lembro dos seus braços e dos seus beijos, o teu olhar que me despiu, o teu beijo que me provou, as tuas mãos que deslizaram pelos vales do desejo. Curtos momentos reais, mas uma eternidade em pensamentos. Ocupam um lugar sagrado no meu coração. Gostaria de poder ter mais esses momentos, de viajar para mais longe com você, mas não podemos ser inconsequentes, não podemos ultrapassar as barreiras da realidade. Tão distante e tão perto...


Nunca mais vou te esquecer... Mesmo sabendo que nunca mais possa te ver. Pelo menos fui sua uma vez na vida...

4 comentários:

israel disse...

as vezes os principios nos prendem, e bom se soltar das amarras que te prendem..

e as lembranças.. ah. essas sim devemos guarda-las com carinho, pois so assim podemos olhar pra tras e ver como deixamos de ter aproveitado dertas coisas/momentos/pessoas/lugares..

belissima sua dor!!

bjos!

Marcelo disse...

Costumo nunca dizer "nunca mais", sabe.
O mundo dá tantas voltas...
E o nosso desejo é um motor poderoso para que alcancemos coisas que nos parecem inalcançáveis.
Ninguém merece sentir saudade de algo que nunca mais vai ter =/

Beijos

Assim que sou disse...

Ei, Juliana,

Se viveu e foi bom, esqueça o amanhã; ignore o depois; se ofereça o direito a um dia hedonista. Só pelo prazer, só pela lembrança boa, só pela história gravada em nossas digitais.
Saudade é bom nos dias de amor. Nos dias do desamor, a prática do desapego é menos dolorida.

Beijo grande e retorne sempre. Veronica

Anônimo disse...

Andanças pela net acabei achando seu blog. Gostei muito.
A vida é mesmo assim, não é? Sei bem... as vezes arrasta a gente pra longe de onde a gente queria estar, nos prende nas garras do que é politicamente correto, do que é certo e do que nos parece ser uma atitude responsável, mas nunca mais é tempo demais e sempre me faz lembrar do texto O Corvo de Edgar Allan Poe.
Bjos