quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Doce e fel vida


Não sei o mar de amores,
Não sei quantas foram as dores,
Mas sem eles eu nada seria.

Dentro do ir e vir do dia,
Os paradoxos se encontram,
As alegrias e tristezas,
Conquistas e fracassos.

E no balanço das ondas da vida,
Eu simplesmente palhaço,
No meio do picadeiro,
A fazer rir o meu próprio destino.

Vivo e simplesmente vivo,
Ao sabor da brisa ou tempestade,
Onde só controlo o chão onde piso,
Sem saber o que irá se apresentar no próximo passo.

Florescer

Ao despertar da manhã,

Sinto o cheiro do orvalho,

Mesmo com a luz cristã,

Que sob as entranhas da min'alma,

Sinto o pulsar de uma respiração vil,

Energia viril.


Vejo que a cor de minha aurea,

É tão colorida como a luz que se dispersa no fino cristal,

Desabrochar em cada passo da vida,

Descobrir novas etapas e novas resplandencências.

Talvez novas feridas, ou uma linda pétala aveludada,

Dão o contorno da minha história de carne e alma.