
As vezes as nossas mentes nos pregam peças, nos enganam. Fazem com que enxergamos o que queremos ver, acreditemos em nossos pensamentos, desejam que o que sentimos se tornem realidade...
Tenho medo de sentir e a realidade ser outra, tenho medo de arriscar e perder o que tenho de real.
As vezes é tão difícil enxergar quando estamos no meio da tempestade, é difícil quando se quer muito, é difícil quando deseja algo que não chega.
Parece as vezes estar tão perto e palpável, e no outro instante se vai como a areia ao vento. São instantes de felicidade, misturado a insegurança, ao choro, ao medo.
Sei que amar não é um mar de rosas, sei que gostar é paciência, mas mesmo assim meu coração luta contra a minha mente para tentar.
Descobri poucos dias o que quero para mim como homem, mas acho que sempre olhei distante, com chances difíceis para não dizer impossíveis. Hoje tenho algo perto, mas continua longe e aparentemente inalcançavel. A distância, o medo, a razão me separam.
Tento não pensar, tento distrair, mas o pensamento continua lá, martelando, falando, martirizando e muitas vezes exigindo que saia. Luto comigo, brigo pela sensatez, brigo pelo que já conquistei e não quero perder, brigo pela minha paz de espírito e bem-estar de quem desejo.
Há quem diga que em matéria do sentimento temos que ser egoístas e pensarmos no que sentimos para agradarmos a nos mesmos, mas muitas vezes penso que não se pode ser leviano ao tomar atitudes, cruel com o outro e também não podemos ser cruel com nós mesmos.
Estou confusa, perdida, não sei o que fazer. Quero reprimir o que sinto, quero tentar encontrar alguém igual ao modelo que já encontrei. Acredito que aconteça um dia, mas sempre irei procurar no outro alguém quem está muito perto, e que não devo amar.
Espero que esses pensamentos passem, espero que meu coração acalme. Peço a Deus que ilumine e indique o caminho. Espero sair da neblina, espero pela calmaria novamente, para poder continuar vivendo. É hora deitar no meu colo e esperar, e acreditar que tudo terminará bem para mim.



