segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ter alguém especial


Brota das minhas entranhas a adolescente, o cheiro do imprevisto, o palpitar da surpresa, o sussurro do seu toque.

Minha mão sua, meu coração palpita, meus pensamentos vagam no vale repleto de margaridas amarelas, onde o cheiro de sua pele está em todo lugar.

Suas palavras bailam em minhas lembranças, o seu gosto me lembra o doce mel que escorre pelo meu corpo.

Cenas românticas povoam o meu mundo, me levando a magníficos sonhos. Meu corpo aquece, me perco em meus devaneios, alcanço o ápice do meu prazer.

As almas se encaixam...




Vivenciar um momento de cada vez para poder aproveitar cada instante como muito especial, é uma maneira que encontrei de degustar a vida das mais diversas formas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Rearranjos


Brinco na soleria da porta. Arrumo e desarrumo os pedaços de mim em busca da melhor figura. Não percebo o tempo passar e me perco em meus rearranjos. Deixo me levar pelo sabor do não saber o próximo encaixe, talvez se monte uma figura bela, forte e ao mesmo tempo frágil, confiante e ao mesmo tempo medrosa. Como saber o quanto cresce a cada dia? É invisível a metamorfose do meu enigma, porém sinto.
Um dia paro de brincar na soleira da porta, mas o quebra-cabeça irá continuar indecifrável juntamente com os mistérios da vida.


A vida possui esse sentido para mim. Um amadurecer, vivenciar e amadurecer e vivenciar. Mas, tudo é tão imperceptível que só comparando momentos percebemos o quanto crescemos, e vivemos, e aproveitamos. Não me canso de apreciar a evolução.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A vida como ela é


De repente sou aquele sem memória,
Procurando o início de sua história,
Não sei o fim dos dias ou das noites,
O tempo não pára,
Somente a minha procura se cala.

Aguardo o canto da aurora,
O brihar do amanhecer,
Ou quem sabe o fim do entardecer,
Para poder perceber,
O quanto ainda preciso crescer.

É uma espera sem fim,
Esse acerto da alma,
Que não tem tempo nem relógio,
Só me resta a calma.


As vezes me pego refletindo sobre a minha vida, se tomei as decisões certas, se segui o caminho certo, se ponderei quando era necessário, se tive a paciência de esperar as idéias amadurecerem na minha cabeça. As vezes acho que sim, as vezes acho que não e com isso acompanha o medo, a angústia, a ansiedade. Mas são apenas momentos... Em outra parte da minha vida valorizo os pequenos momentos, a simplicidade da vida, as grandes e pequenas conquistas, a realização de desejos e sonhos.
Acho que somos todos vulneráveis ao balé da músicalidade de nossos caminhos e todos dançamos e sentimos de forma mais ou menos intensa cada acorde de nossos arranjos.
Há momentos que prefiro ser uma estátua e não sentir nada, mas há momentos que prefiro estar povoada de sentimentos seja bons ou ruins e assim viver.

sábado, 24 de outubro de 2009

Redescobrindo a mulher



Andando tortuoso pelos caminhos,
Perto dos desfiladeiros,
Voando alto entre as estrelas,
Mergulhando na imensidão do meu ser.

Pedaços espalhados pelo quarto de minh'alma,
Gritos e sussuros ao redor,
Momentos me sentindo menor.

De repente a explosão do invisível,
O renascimento da criança,
O reescrever da minha história,
Preenchimento de momentos sem memória.

O desabochar da mulher,
Que sabe o que quer,
Impulsos constantes,
Descobrimentos interessantes.


Amadurecer faz parte da vida, porém fazê-lo com sabedoria é uma virtude de poucos.

domingo, 27 de setembro de 2009

Caminhar no fim de tarde


Caminho sem destino pela selva de pedra. Busco no meio dos arranha-céus a beleza da brisa, a azul do céu coberto por nuvens que parecem flocos de algodão, o vôo solitário de um pássaro,o galanteio do beija-flor ao girassol.
Esboço passos ao desconhecido, ao enigmático. O fato de não saber o que espera na próxima esquina remete meus pensamentos e emoções a saborearem a simplicidade e a beleza da vida.
Sento a beira-mar, o vento entrelaça meus cabelos, o sol acaricia minha pele. Observo o vai e vem das ondas, e observo que tudo tem um ciclo, uma história, uma importância, uma missão.
Meus olhos decifram a melancolia do bailar das ondas ao fim do crepúsculo. O alaranjado pincela o manto negro, resultando no casamento do fim do dia e o início do anoitecer. Bela pintura gravada em minha retina e eternamente lembrada em minha memória.

Não é preciso muito na vida para ser feliz. Basta gostar de viver!!!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Olhar em minha alma


Sento a minha janela, perco o meu olhar no céu esculpido de poeira cósmica. A cada poeira de estrela meus pensamentos vagam... Uma mistura de medo e revolta, ansiedade assombravam a minha mente. Me senti como um cavalheiro que bravamente vai à uma guerra sozinho enfrentar seus piores pesadelos.
Estar em contato com esses sentimentos tão primitivos, testou a minha capacidade de aceitar a inveja, a raiva...
Sinto ter rompido o casulo de minha cegueira para a vida e aceitá-la como simplória, entretanto o colorido e a musicalidade são traçados pelos meus passos. Essa é a graça da minha história...

domingo, 13 de setembro de 2009

Novo ciclo


Brinco entre as montanhas,
Pulo as cercas das entranhas,
Brilho ao alvorecer que desabrocha,
Abro meu coração fechado em rocha.

Deixo o palpitar do meu sorriso,
Para os lampejos da tarde,
Faço pegadas no chão liso,
Acompanho o risco que arde.

Brinco com as lamparinas,
Fico fascinada pelas bailarinas,
Estrelas no meu amanhecer,
Vejo minha alma florescer.

domingo, 30 de agosto de 2009

Um longo inverno espiritual


-
Passei por precipícios, por vales desconhecidos em minha alma. Sentei ao meu lado e contemplei o meu alento...

Tive medo da morte, tive medo da minha raiva, medo dos pesadelos. Mas tudo passou... O mar se acalmou e a esperança brilha dando luz a menina assustada.

Busco a paz, o equilíbrio. O ar que estava pesado e ardia meus pulmões, agora abraça o meu corpo e diz: Bem-vinda a mais um dia de luz.

Fiquei refém de mim mesma, do meu cansaço, do meu desânimo. Mas tive a fé e a coragem de esperar pela calmaria. Acreditar que os pássaros cantariam de novo e que a angústia cansaria de me castigar.

Após um longo inverno espiritual, volto a escrever sobre os mais nobres sentimentos humanos e espero não parar de escrever mais. Colocar para fora todos os meus sentimentos me faz muito bem. Me deixa leve...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O turbilhão


As vezes as nossas mentes nos pregam peças, nos enganam. Fazem com que enxergamos o que queremos ver, acreditemos em nossos pensamentos, desejam que o que sentimos se tornem realidade...

Tenho medo de sentir e a realidade ser outra, tenho medo de arriscar e perder o que tenho de real.
As vezes é tão difícil enxergar quando estamos no meio da tempestade, é difícil quando se quer muito, é difícil quando deseja algo que não chega.
Parece as vezes estar tão perto e palpável, e no outro instante se vai como a areia ao vento. São instantes de felicidade, misturado a insegurança, ao choro, ao medo.
Sei que amar não é um mar de rosas, sei que gostar é paciência, mas mesmo assim meu coração luta contra a minha mente para tentar.
Descobri poucos dias o que quero para mim como homem, mas acho que sempre olhei distante, com chances difíceis para não dizer impossíveis. Hoje tenho algo perto, mas continua longe e aparentemente inalcançavel. A distância, o medo, a razão me separam.
Tento não pensar, tento distrair, mas o pensamento continua lá, martelando, falando, martirizando e muitas vezes exigindo que saia. Luto comigo, brigo pela sensatez, brigo pelo que já conquistei e não quero perder, brigo pela minha paz de espírito e bem-estar de quem desejo.
Há quem diga que em matéria do sentimento temos que ser egoístas e pensarmos no que sentimos para agradarmos a nos mesmos, mas muitas vezes penso que não se pode ser leviano ao tomar atitudes, cruel com o outro e também não podemos ser cruel com nós mesmos.
Estou confusa, perdida, não sei o que fazer. Quero reprimir o que sinto, quero tentar encontrar alguém igual ao modelo que já encontrei. Acredito que aconteça um dia, mas sempre irei procurar no outro alguém quem está muito perto, e que não devo amar.

Espero que esses pensamentos passem, espero que meu coração acalme. Peço a Deus que ilumine e indique o caminho. Espero sair da neblina, espero pela calmaria novamente, para poder continuar vivendo. É hora deitar no meu colo e esperar, e acreditar que tudo terminará bem para mim.

Mente humana - Indecifrável


O coração que sente,
A mente que pensa,
A razão que atormenta,
A paixão que incendeia.

O amor proibido,
O amor dolorido,
Tem que ser esquecido,
Se não a criança chora.

Não quero ver você sofrer,
Não quero ver você chorar,
Não quero alimentar,
A vontade de te amar,
Pois nunca mais verei você voltar...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O encanto


O jardim está florido,
E a borboleta pousou,
Alimentou-se do nectar, do mel.

Espero com as minhas flores,
Todos os dias a exalar,
O perfume que lhe trouxe.

O perfume sempre estará lá,
Talvez o bailar das asas nunca volte,
Ou talvez volte o bailar.

Quero que volte muitas vezes,
Estarei a te esperar com flores abertas,
Para o nectar pegar.

E um dia voará sem medo de ficar,
Pois segura estará,
Para poder me amar.


Amar é como o voo e cor das borboletas. Lindo, singelo e mágico. O Amar sempre estará por perto do doce, do mel, nunca desejará o fel. O amar se mantem perto, mas a uma boa distância para a individualidade. Se mantém leve como o voar da borboleta e encanta quem sente.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Novo Ano - O amanhã



O Ano 2009 começa e muitos desejos, imaginações, anseios, metas, planos afloram. Um misto de razão e sensibilidade. Deixo a porta aberta para o desconhecido entrar, não sei o que traz, não sei o que veste, não sei o seu cheiro, só sinto a quentura, a segurança, a confiança de um ano bom.

Sei que não irei só rir, ou só chorar, sei que coisas maravilhosas irão acontecer, sei que dificuldades também. Espero poder olhar para a incerteza do futuro, seja boa ou ruim, e simplesmente viver da melhor maneira possível.

Acho que irei amar de novo, não sei... Pois o inesperado me aguarda do outro lado. Mas o que vivi até agora foi mágico, fantástico, me fez sentir que o cuidado com alguém que se estima como homem ainda existe em mim. Talvez seja mais um dia lindo em minha vida e por isso já estou feliz. Continuar com esse sabor na boca, na alma seria maravilhoso, mas o desconhecido me aguarda...

Seja amando alguém ou não, seja rindo ou não, sei que nunca estarei só, pois tenho o que há de mais sagrado para mim o MEU AMOR. Este amor que me acalma quando estou confusa, este que me escuta quando choro, este que me mima quando deprimo, este que me faz amar os amigos, este que me faz amar minha família, este que me faz amar o outro que compartilhará comigo minha essência, ESTE QUE ME FAZ VIVER.

Por isso acho que nós poetas estamos sempre a frente das palavras, dos gestos e do arriscar, pois o desconhecido é fato, mas lidar com isso é uma arte. Então dou de presente pequenos pensamentos de Vinícius de Moraes em Soneto de Felicidade e outros poemas 3ª edição Ediouro:

Poética

De manhã escureço,
De dia tardo,
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que conte,
Passo por passo:
Eu morro ontem.

Nasço amanhã
Aonde há espaço:
- Meu tempo é quando.

Uma nova história de amor - Simplesmente acontece


Seria o fim de tarde,
Seria o início da arte,
O sol que arde...?

Não desejo ir a Marte,
Não quero o coração em parte,
Prefiro o fim da tarde.

Início, meio e fim,
Assim toca seu folhetim,
Não sei o que arde em mim,
Mas quero mesmo assim,
Não sei se espero o fim.

Talvez haja a arte em mim,
Te quero mesmo assim,
A rima que toca em mim.

Rima que toca a alma,
Para alguns acalma,
Para outros aquece o corpo,
E permanece somente em torno,
Do contorno morno.

Quero dormir em paz,
Rezar quiça voraz,
Para rever o riso sagaz,
Daquele rapaz...