
A mão sua quando você chega. Meu pensamento vai longe em pensar quando encontrarei você novamente. Mas eu nem te conheço direito... É um frio na barriga que me torna adolescente. O ar falta, meu rosto fica quente, minha voz embarga...
Te convidei para almoçar, mas o que temos é apenas profissional. Não sei se gostará do meu jeito, não sei se gostarei do seu jeito. Sinto você me olhar cada vez que aparece dando a desculpa do trabalho. Você sorri e pega na minha mão, e sempre pergunta se preciso de ajuda. Se faz solicito, sempre agradável. Você aceitou o meu pedido para almoçar. Acho que é tímido, mas ainda bem que não sou.
A curiosidade de ter mais momentos com você aumenta, a aflição pelo desconhecido me consome. A espera... A espera é um silencio sem fim. Uma estrada que não enxergo o fim. A espera pelo melhor momento para almoçar. Quero lhe dar o teu presente de natal e espero poder lhe mostrar que te quero. Quero conhecer você... Quero saber do que gosta, do que tem medo, do que não gosta, o que te irrita, o que te faz feliz. Quero poder deixar você entrar e conhecer a casa do meu coração. Mostrar que mesmo com cicatrizes, o meu coração ainda é capaz de amar.
As vezes me acho meio suicida por não ter medo de gostar, mesmo sabendo que posso me machucar. Mas eu tenho uma vantagem: EU SEI QUE EU POSSO LEVANTAR.
As vezes tenho medo, as vezes quero desistir e acreditar que seremos apenas bons amigos, as vezes acho que só quer ser gentil. Mas, as vezes pego você me olhando de um jeito, as vezes coloca sua mão sobre a minha e me olha nos olhos. Mas até agora você não moveu sua peça no tabuleiro, me impedindo de dar o próximo passo.
Só me resta esperar...
" O tempo não pára,
O tempo não pára não,
Não pára."
(Cazuza)
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