domingo, 28 de setembro de 2008

Amo meus amigos


Seus segredos mais intimos, seus gostos, suas preferências, seus medos, suas angústias, sua dor. Conhece você mais do que ninguém e não te recrimina, apenas aconselha. Não há o tom de mãe ou pai. Não há a exigência da perfeição, como acontece quando temos um afeto em vista.


Compartilha as horas tristes e te abraça. Vibra com você nas horas alegres. Sofre muitas vezes a sua dor. Mas não te cobra atenção, não te aprisiona, não te torna refém do sentimento. Simplesmente te ama como ser humano com seus defeitos e qualidades.


Sabemos que quando terminarmos o namoro ele estará lá, quando tivermos um filho ele estará lá, quando morrermos ele estará lá.


Agora me pergunto? E a pessoa que elegemos para ser nosso companheiro será que esta consegue ser amiga? Muitas das vezes não. Olha somente seu desejo, sua vontade de estar perto, seu momento de querer sexo. É um jogo onde vence aquele que consegue convencer o outro das suas vontades. Uma das partes sempre cede... Então começa o jogo... Mas se este jogo dos sexos e do amor não derem certo, quem estará lá esperando? Ele: o amigo.


Por isso, aconteça o que acontecer, nunca abandone seus amigos por pessoa alguma, não abandone sua vida por pessoa alguma. O outro compartilha a sua felicidade e não completa a sua felicidade. Primeiro seja feliz somente com você e depois deixe o outro entrar. O que acontecer é lucro.


" Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves,

Dentro do coração, assim falava a canção."


( Milton Nascimento)

sábado, 13 de setembro de 2008

O fundo do armário

É tão ruim dentro da alma sentir a vontade querer ter e não poder. Sentir os gritos da falta de colo. Me sinto perdida como a uma criança que sente frio. Gostaria do calor do sol, do cantar dos pássaros. Mas agora, estou me sentindo no escuro. Estou com medo...

Pudesse eu andar pelas ruas e não me preocupar com o amanhã, curtir os momentos da vida de uma maneira vã. Realizar meus desejos e lampejos, fantasias, dar gargalhadas invejáveis, vestir a roupa mais indecente. Ser irresponsável...Mas não sou assim... Os princípios me trazem a lucidez, junto com meu amor próprio.

Me lembro dos seus braços e dos seus beijos, o teu olhar que me despiu, o teu beijo que me provou, as tuas mãos que deslizaram pelos vales do desejo. Curtos momentos reais, mas uma eternidade em pensamentos. Ocupam um lugar sagrado no meu coração. Gostaria de poder ter mais esses momentos, de viajar para mais longe com você, mas não podemos ser inconsequentes, não podemos ultrapassar as barreiras da realidade. Tão distante e tão perto...


Nunca mais vou te esquecer... Mesmo sabendo que nunca mais possa te ver. Pelo menos fui sua uma vez na vida...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Minha alma


Aprendo com a vida todos os dias...
Gostaria de saber o amanhã para não sofrer hoje, ou já estar feliz com o que viesse a acontecer. Mas vejo que não controlamos nada. Simplesmente e somente no máximo podemos desejar algo. Nunca saberemos até que o fato se concretize se iremos realizar algo desejado ou não.

Aprender a se contentar com o que temos no momento pode causar uma latência em quem se acomoda ou uma imensa inquietação em quem não aceita não ter o controle de tudo a sua volta. A latência traz falta de perspectivas, marasmo, involução. Já o outro extremo da versão dos fatos traz crescimento, conquistas, evolução, contudo traz certos momentos a não valorização do que possui, pois a inquietação não permite sentir que o que já possui é importante.

Esses dois momentos são tão diferentes e pertencem ao comportamento humano, convivem conosco o tempo todo. Hora queremos a evolução, o crescimento e hora gostaríamos de voltar a ser criança e dormir aconchegado no colo da mãe.

Somos uma mistura de felicidade e tristeza, raiva e amor, confiança e desconfiança. Gostaríamos de não errar, gostaríamos de fazer as melhores escolhas. Tudo para não sofrer. Mas chorar faz parte, sofrer desilusões, cair e levantar. Sofrer abalos emocionais sempre é esperado, mas nunca desejado. Sentir as emoções é divino, exercitar o equilíbro de todos esses lados antagônicos dentro de nós é amadurecimento, sem dúvida.

Gostaria de me sentir sempre forte, dona de mim. Gostaria de não sofrer, de amar e ter certeza de ser amada. Mas sei que a vida não é assim. Então busco respirar, busco meu eixo, meu eu. Penso que procurando o meu equilíbro sempre é possível sobreviver a qualquer terremoto emocional. Então tudo se acalma e consigo esperar pelo desconhecido: o futuro.


As vezes me faço aos pedaços,
Reparto minha alma aos abraços,
Desejo estar aos enlaços,
Principalmente dos seus braços.

Gostaria de entender os sussurros,
Que minha alma grita,
Inquietante saudade do momento de felicidade.

Certas horas gostaria de ser criança,
Não queria entender as palavras,
Somente tocar o mundo a minha volta,
e sentir a brisa que sopra sobre meu rosto.

O coração dói com a razão,
A mente vaga com a emoção,
Manter a balança é estar sempre na corda bamba,
E bailar sobre o destino é divino para muitos e inatingível para outros.

Me reuno dos cantos do mundo,
Respiro o momento que mesmo faço.
Penso que domino o caminho,
Mas vejo que apenas danço a música e que nunca saberei o final.