quinta-feira, 17 de julho de 2008

João - Crueldade do Rio




Estamos cada vez mais reféns da violência. Hoje não sabemos se alguém dentro da nossa casa é capaz de matar nossos filhos. A violência, a negligência, a corrupção, a impunidade são imagens que gostaríamos de esconder, mas que aflora por cada fresta descuidada por nós.

Deixo depositada na poesia abaixo toda a minha revolta, indignação e homenagem aos meninos " João" e a pequena Isabella, que tiveram suas vidas brutalmente interrompidas. Pessoas capazes de tirarem vidas de anjos não devem ter alma... Me intristece muito ver que existem seres humanos assim...




Menino escohido,
De repente envolvido,
Sem tempo para pensar,
Seu último esforço é lutar.

Com corpo franzino,
Ainda de menino,
Não pôde agüentar
O carro a açoitar.


Quilômetros de angústia,
Um vácuo de dor,
Deixou a sociedade
Em enorme torpor.

A justiça será divina,
Contra a corja assassina.
Pais e filhos alertas,
Não deixem as portas abertas.

O Poder paralelo,
Mostra a sua cara
Ao executar o belo,
Menino de beleza rara.


Descanse em paz,
Alcance a luz.
Sua dor não foi em vão,
Semeou a força e a união.

2 comentários:

Premio Blog disse...

Obrigado pelo elogío Juliana. Há e já sou leitor oficial do seu blog.
Abraço...

Anônimo disse...

Bem, dizem por aí q palavras são palavras nada mais q palavras, porém quando estas são expostas em forma d poesia, sem dúvida expressa um turbilhão de sentimentos, emoções e alguma coisa mais q nem mesmo eu sei dizer oq pode ser, só sei q é algo divinal q vem de dentro da alma e só pssoas especiais, ou melhor "muito" especiais como vc tem a capacidade de faze-lo de forma tal q consegue transpor toda a emoção de quem as ecreveu para quem as simplesmente lê. Ó so procê saber de ontem pra cá, agradeço a Deus por tr conhecido vc.
Bjs do amigo, Guilherme