segunda-feira, 23 de junho de 2008

Saudade do meu amigo / A morte






Perdi um amigo dia 10/06/08, e isto me levou a repensar vários aspectos da vida, vários medos e questionamentos que nos submetemos ao tomarmos decisões em nossas vidas. As vezes nos tolimos demais, nos questionamos demais e na verdade não sabemos se estaremos vivos para esperar tantas respostas. Assim em Homenagem a este meu amigo surgiram duas Poesias:






Saudade do Meu Amigo



Sujeito alegre e vibrante,

Vida a transbordar,

O sorriso que ilumina a alma,

O abraço pronto para acalentar.



Palavras cheias de sabedoria,

Atitudes do exímio exercício da vida,

Gestos que repudiam a melancolia.




A flor murchou,

Mas o pássaro que habita os sonhos,

Estará sempre a cantarolar,

As várias músicas de ninar.




A morte



Certeza do fim,

Inesperado momento.

Para alguns acalento,

Para outros tormento.



Dor que arde na alma,

Momento que valoriza a vida,

Lembranças acalentam o vazio,

Aquecem o coração sombrio.

sábado, 21 de junho de 2008

O Meio da Vida




No final do horizonte vejo o início, o meio e o fim.
Desejo estar no meio, pois terei certeza de ter vivido e ainda não ter morrido.
Me Pergunto se aprendo com a vida, com os outros, comigo. Será que acertamos ou erramos? Pergunta sem resposta.
Somos o espelho para os outros e procuramos o reflexo de nossas atitudes nos outros. Confirmamos o que somos a cada dia, quando temos consciência de quem somos. Se não esperamos o dia amanhecer, anoitecer e não percebemos o quanto crescemos e aprendemos.
A luta pela sobrevivência, pelos luxos, pelos quereres distraem o pensamento. E muitas vezes esquecemos de nos perguntar se vivemos, se prestamos a atenção no pássaro que canta, na lua cheia, no cheiro do mar, no pôr- do-sol...
Num instante queremos tudo e no outro enxergamos que já somos ricos. Por isso estar sempre no meio é o exercício de caminhar e viver.