terça-feira, 19 de agosto de 2008

Você pensa?




Não torne o seu dia-a-dia uma guerra...
Acordamos todos os dias. Realizamos nossas tarefas diárias, seja: tomar café, escovar os dentes, trocar de roupa, trabalhar, dormir e voltar a acordar. Realizamos tudo isso, praticamente de forma automática. Mas, paro e penso, será que damos o devido valor a cada coisa realizada por nós? Acho que muitas vezes não.
Precisamos sempre nos deparar com algo que ameace o que já conquistamos para nos darmos conta de que o que já foi conquistado é importante, e não deve ser tirado o seu valor nunca. Como exemplo bem simples, temos: quantas pessoas entraram no primeiro emprego e depois de um certo tempo, começou a ficar desmotivado? Nos primeiros anos, a empolgação pelo novo e pelo gosto da conquista alimentou a empolgação para o trabalho. Mas, com o passar do tempo, o trabalho cai na rotina e os dias ao trabalho se tornam mais difíceis, desmotivados e qualquer dificuldade no dia-a-dia do trabalho é encarado com mais impaciência. Porém, se esse mesmo emprego é ameaçado de terminar, devido a uma demissão, nos sentimos inseguros, tristes, pois estamos perdemos algo que havíamos conquistado e ganho, porém não soubemos cultivar.


Com esta pequena estória, tento traduzir que conquistar, perder, cultivar ou não os momentos e acontecimentos da vida é sempre uma escolha, feita por cada um de nós. E para sermos responsáveis pelas consequências de nossos atos, estabelecer um bom exercício do livre arbítrio, é preciso pensar e não somente se impulsionar ao contexto da vida.
E desta forma sugiu a poesia a seguir:


Muitos imaginam que pensam,
Outros pensam que imaginam.

Uns sonham acordados,
Outros já deixaram de sonhar.

Se sonhar há o risco de um futuro confisco
Da idéia imaginada.

Mas se não sonhar não vive,
A motivação vem por metas,
Muitas vezes não concretas.

domingo, 10 de agosto de 2008

Coração apaixonado


A paixão é um sentimento inexplicável, lindo e ao mesmo tempo assutador...


Alguns de nós passam a sua existência a procurar por alguém em que não sabe onde está, onde mora, qual seu nome, só sabe que um dia irá encontrar alguém que irá se apaixonar. Quando este momento acontece, as mãos suam, o coração palpita, a pele cora. Seus pensamentos não mais estão voltados somente para o seu dia-a-dia, mas há sempre um tempo para pensar nele ou nela.

Desejamos que o outro esteja na mesma sintonia, que sinta o que estamos sentindo. Mas enquanto isso não acontece, vivenciamos a espera, a angústia de desejarmos e de não podermos realizar, o medo de desejarmos e não estarmos sendo correspondidos. Essa é a parte que amedronta na paixão.

Mas no meio de tantas emoções, nos mantemos serenos para continuarmos levando a nosso dia-a-dia da melhor maneira possível, pois além da pessoa amada temos muitos outros motivos para comemorar a vida.


Muitas vezes vivemos paixões inconsequentes, onde se quer só o momento, não olha-se pra frente. Neste tipo de relação pode acontecer ou não de corações se partirem. Utilizar o amadurecimento da experiência, a paciência pelo melhor momento e visualizar o sentimento paixão como mais um sentimento e não como o principal da vida ajuda a suportar o desconhecido, a incerteza.


Agora, seria impossível passar por esse sentimento chamado paixão, desejando a vitória, se não se amar a si mesmo primeiro. Este sentimento traz o equilíbrio, a sensatez, o brilho de seu ser, que irradia à face dos outros que estão a sua volta, e o mais importante: a confiança em si mesmo.


Ter o outro te amando é sempre muito bom, mas amar a si mesmo, estar constantemente apaixonado por si mesmo é um exercício que devemos fazer todos os dias, para não retirarmos o valor de tudo que conquistamos e desejar sempre o que não temos.
Todos esses sentimentos só me deixam muito orgulhosa de mim mesmo. Todos os passos dados seja certos ou errados me tornaram a pessoa que sou hoje. Aprecio a minha vida.

Câncer - O silêncio da alma


Doença maldita que corrói a carne e deixa a mente sã. Apodrece o Homem. Não deixa espaço e tempo para a cura. Não há cura... Não escolhe a vítima, aparece sorrateria de maneira silenciosa. Desequilibra o corpo e muitas vezes a mente. É possível aprender com a dor, com a perda, com as feridas, mas nem senpre é desejável.

Doença maldita que retira do convívio pessoas que amamos, pessoas que tinham muito pra viver e ensinar. Fim de linha, pena de morte sem chance de escolha.

A alma grita, o corpo definha. A doença entra e não deixa rastros. Se manifasta sem aviso prévio. Deixa seres órfãos, o mundo órfão, o cosmos perde uma estrela...



Durante a provação dura podemos aprender a lição de aproveitar cada dia, lições de solidariedade, de companherismo, de amizade,valorização dos laços, intensificação do amor e lealdade. Valores esquecidos no nosso dia-a-dia corrido e que retiramos a poeira neste momento tão difícil.

As vezes nos sentimos impotente diante de tanta dor. Mas compartilhar da dor diminui um pouco, acredito eu, o sofrimento da pessoa que se vai.

Crescer durante a alegria é sempre muito bom. Aprender com o sofrimento não é nada agradável, mas sentir que amadurece mesmo assim é algo divino.

Então, mesmo na dor, retire a sua lição de vida e não menospreze nada do que viva, seja ela boa ou ruim, pois sempre estará ganhando seja experiência de vida, sabedoria, crescimento, e a possibilidade de trasformar a sua angústia em folhetins de aprendizado para existêncais alheias. É assim que me sinto sempre.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cronometrando a vida

Assim como esses pequenos gêmeos de um casal alemão, que nasceram, devemos perceber que o cronômetro da vida, anda sempre na contra-mão. Cada evolução, cada passo deveria ser dado sempre com muita firmeza, para que possamos sempre nos tornar indivíduos questionadores de nossa própria existência e ao mesmo tempo comtemplador da vida.
Nosso tempo, nesta vida, é uma passagem e cada momento de ar que respiramos deveria sempre ser feito de maneira a sempre revigorar a alma.
É certo que envelhecemos, mas atingir essa maturidade da vida com babagem é um privilégio que deve ser batalhado por todos.
Portanto reflita com o poema a seguir:




O hoje, um dia já se foi.
O ontem, um dia já foi hoje.
O amanhã, um dia será ontem.

O tempo cronometra a vida.
A vida está inserida no tempo.
Ontem, hoje, amanhã,
Fatias da vida que bailam no tempo.

Vivemos hoje o que queremos amanhã,
E hoje tudo será ontem.
Entendemos o hoje refletindo o ontem.
E desconhecemos o amanhã.

Vivenciar o amanhã é incerto,
É não viver o hoje.
É talvez não refletir sobre ontem.

O tempo da vida não pára,
Nós é que temos que parar para pensar,
E realmente viver!!!